Minhas excentricidades

sábado, 29 de dezembro de 2012

Dormir

Pernas magrelas e compridas de fora
Ombros expostos, entre-mangas
Cabelos molhados penteados para trás
Camiseta folgada e disforme
Uma caveira sorridente em minhas costas
Teus olhos expõem minha pele
Teu nariz, minha coluna
O sorriso irônico revela meu quadril
Sua leve curvatura e marcas sigilosas
Minha camiseta favorita
Meu bruxo, feiticeiro
Inocente como meu sorriso
Unicamente encantador.

Problemas

Um dia vou me meter em alguma confusão com essa maia de não usar sutiãs. 
Constrangedor quando alguém repara. Mas é tão confortável. Tão bom. Odeio quando uso um e aquela coisa fica incomodando nas costas, fica meio justo. Tenho as costas muito largas. Regatas são deliciosamente confortáveis, então, para que estragar o conforto. Normalmente, escolho blusas com forro que me permitam um pouco mais de 'liberdade'. Odeio usar meu uniforme de trabalho, camisetas folgadas não me permitem ficar sem ao menos um top por baixo.

Ah, e os corselets? Adoro me sentir magrinha, com a cintura bem estreita (sem contar que é impossível a utilização de um sutiã)... 

Ando escrevendo besteiras demais, né? Mas enfim, apenas uma folga na minha seriedade. Então amores, beijos e quem sabe? Até o ano que vem!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nada Normal

Lareira pra acender,
Um céu pra se olhar
E tudo está tranquilo por aqui
Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir

Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal

Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal

Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir

Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal

Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal


E o que mais eu tenho a dizer? Estou com medo...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Lição número 14 - Viva-se!!!

"Ao verme 
que 
primeiro roeu as frias carnes 
do meu cadáver 
dedico 
como saudosa lembrança 
estas 
Memórias Póstumas"

Machado de Assis

De certa forma, creio que estamos todos meio mortos. Nos preocupamos tanto em viver que esquecemos do essencial. Esquecemos como aproveitar a nossa vida. Rir com vontade, brincar, comer por prazer, não levar tudo tão a sério. Amar com vontade, dizer não com um sorriso, gargalhar com as quedas, dar as costas pro medo, chorar com conquistas, morrer por satisfação.

Ah, viver sem planos, amar sem danos, apaixonar-se por engano. Tão bom, tão doce, tão sublime.

Espelho

Eu me vi diante de um espelho
Mas não enxergava a minha face
Visualizava apenas minhas costas nuas
Representavam o meu passado
Descoberto, cheio de cicatrizes
Comprida, lisa, firme, quase bonita
Meus olhos apareciam por vezes
Reflexos enevoados
Medo diria
De abandonar passado tão conhecido
E enfrentar um futuro inseguro
Continuava enxergando apenas as costas
Sempre nuas, lisas, firmes e compridas
Via-a desde meu pescoço e suas pintas
Até a suave curva de meu quadril
Minhas pernas longas de bailarina
Mas não via meu rosto
Toda a sua angústia
Os medos e, pior ainda,
Não via meus desejos
Estampados em olhos sagazes
Meus olhos, meu nariz, minha boca
Faminta de decisões, de palavras,
De beijos, sobretudo de silêncio
Minha cintura estreita à espera de abraços
De carícias, de verdades, de imoralidades
Meu colo aguardando para te aconchegar
Mas não enxergo minha face
Apenas minhas costas, nuas

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Necessito

Minha luz, meu conselheiro
Recordo-me o teu sabor
Seu calor a me envolver
Teu gosto impregnado em minha boca
Seus dedos a embaraçar meus cabelos
Nossas danças e suores
Gargalhadas e gemidos
Seu cheiro na minha carne
Tua pele a alisar a minha
Minhas ideias fervilham
Meu corpo se satisfaz
Meu espírito se angustia
É quase hora de despedirmo-nos
Meu sono se evapora
Meu pensamento se concentra em ti
Não mais em teu corpo
Liso, sem marcas nem tintas
Tão diferente do meu
Com relevos, desenhos
Adornos
Passear meus dedos em seu tronco
Imprimir as marcas de minhas unhas
Registrar cada pedaço seu
Seu gosto, seu timbre
Seu riso
Correr meu tato pelos fios escuros de teu cabelo
Ouvir tua respiração
A mão gigante em minha cintura miúda
Sua respiração quente em meu pescoço
Nossos pelos eriçados
Nossos gemidos abafados

Desespero

Meus textos são
Ora, como uma relação sexual desesperada,
Faminta.
Igual aquela de quando você não vê
Aquela pessoa especial faz algum tempo,
E você precisa desesperadamente dela
E não sabe outra forma de expressar no momento;
Ora, como a a plenitude do gozo,
Daquele sorriso languido e sonolento;
Por vezes, palavras não são suficientes.
É desesperador ter tanta coisa pra falar
E não conseguir;
Tentar demonstrar e ter tanta urgência
Que tem medo de não satisfazer;
De não corresponder a paixão
A urgência de estar perto
O desespero de não querer se ausentar
A ansiedade em satisfazer
O desejo de apenas manter consigo
Resulta um conflito interno
Desfaçado e brilhante.

Do Eros ao Ágape

Como caminha o amor?
Do Eros ao Ágape
Do carnal ao fraterno
Da combustão à tranquilidade
Da tempestade à leve brisa
Da paixão ao amor sublime
O Eros é impetuoso
Quer a tudo dominar
Apresenta-se brutal
Quente, insano
Dominante, forte
Sedutor, fluido
Abranda-se em seu desfecho épico
Temporalidades ensinam-o
Transforma-se, amadurece
Caminhamos para o Ágape
Amor verdadeiro
Singelo, gratuito
Tranquilidade aparente
Companheiro, sábio
Libertador.
Do turvo ao sereno
Assim são os caminhos do amor.

Dan.

Eros

Dia bom pra começar um romance é na sexta
Porque você nao tem que esperar muito para sair do trabalho
Encontrar a pessoa amada
Descobrir e redescobrir formas de demonstrar o amor
Seja no olhar, no toque, nas palavras ou no silêncio.
Amores não carnais,
Situados num plano metafísico
Onde as coisas deixam de ser as coisas
E passam a ser nada
Nem a representatividade
Daquilo que poderiam vir a ser
Onde palavras perdem conceitos
Figuras perdem as formas
Jovializam-se, tremem-se,
Ruborizam-se, acaloram-se
Apaixonam-se em combustão instantanea
Amam-se em chama tranquila e insistente que não se apaga
Acalmam teus corpos no frio suor
No clamor de teus anseios profundos
Tocam-se, descobrem-se
Gemidos, rubores, sabores
Imprimem suas peles uma na outra
Saciam-se de amor, não de carne
Exigem-se em mudas declarações
Dormem, sonham
Embora saibam-se realidade
Apenas vivem-se.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Apenas um sonho

Sonhei com um texto tão lindo
Falava de paixões
De certezas
Amores
Haviam tantos sorrisos
Éramos todos tão felizes
Você me segurava entre-abraços
Um beijo carinhoso no pescoço
Nossos amigos reunidos
Não me recordo o texto
Único, singular, exótico
Era um texto tão lindo
Desejei que nossa vida
Juntos, fosse assim
Não tão perfeita
Mas graciosa, gostosa
Como eu sonhei no texto
Já esquecido, mas tão lindo.

(Da exótica e imperfeita, porém inesquecível, Dan)


Detalhes

Sabe aquela música Detalhes, do Roberto Carlos? "Detalhes tão pequenos de nós dois..."? Então, conversava com uma pessoa especial, que estou aprendendo a gostar e admirar, quando me lembrei de fatos tão gostosos que vivi, por causa de uma música que comentávamos. Afirmava que a música parecia um pedido de namoro e me recordei de alguns pedidos. Não vou contar o nome daqueles que fizeram os pedidos, mas os pedidos em si.

No início desse ano, véspera de carnaval e casamento do meu tio caçula, foi o mais surpreendente. Não esperava de forma alguma. Recebi ligações durante a recepção quase toda. Meu ex. Sabe o momento que a noiva joga o buquê? Então, dessa noiva, eram 07 Santos Antônio. Ela jogou e eles se espalharam no salão. A Vi pegou um, Maura outro, Jaqueline, Aline, Regina, Rayanne (dessas todas, Regina é irmã da noiva, Aline, mãe da minha afilhada e tia de um ex-namorado meu, Rayanne esposa do meu primo e afilhado mais velho, as outras, todas primas) e eu peguei o último santo. Eis que no exato momento que fui mostrar pra mamãe, meu celular toca. Era ele, avisando que estava chegando ao salão de festas e pedindo pra eu encontrá-lo. Estava brincando com todo mundo, levantando meu boneco e gritando: Eu peguei o Santo Antonio, eu peguei. Saí e vi um amigo, fiz a mesma graça com ele, quando vi o meu ex e fiquei muda... Sem graça, porque ele viu minha travessura. Murchinha, brinquei: Olha, peguei o Santo Antônio. Nisso veio um abraço, um beijo e: "Quer namorar comigo?"... Fiquei tão surpresa que nem consegui responder na hora... Voltei pro salão brincando: Esse santo é bom mesmo... rsrs

Com o mesmo ex, da primeira vez que começamos a nos relacionar, foi bem bacaninha também. Ele foi me buscar no trabalho e me propôs sair pra apreciarmos um vinho, aceitei e fomos. Ele parou no exato local onde aconteceu o primeiro beijo, pegou a garrafa e as taças. Surpresa linda e agradável. A simplicidade e o carinho valem mais que toda a sofisticação.

Outro pedido fofinho foi no natal. Um amigo, muito querido, durante a ceia, me deu aquele abraço, um beijo casto na testa. Tomando vinho, me ofereceu uma taça, me deu um celinho e simplesmente disse: Quer namorar comigo? Ahin, que fofo...

Outro pedido fofo... Meu aniversário... Tinha terminado, reatado e terminado mais uma vez... Ele compareceu na reunião de comemoração. Ele mesmo confeccionou a caixinha que continha o meu presente. Um conjuntinho de brincos e colar com pingente, verdes, de coração. Ele disse que gostava muito de uma pessoa especial e que, essa pessoa a levar o coração dele pra todos os lugares sempre que usasse o presente. Os corações dos brincos, simbolizavam as chances que ele tinha tido de estar com essa pessoa especial, mas que ele tinha jogado fora. O pingente, que ia descansar acima do meu coração, era porque ele queria sempre estar perto do meu. Eram verdes, porque ele tinha esperança de mais uma vez, estar comigo. Adolescente boba, não resisti e reatei.

Enfim, quatro pedidos diferentes, em momentos diferentes da minha vida. Todos fofos. Nenhum namoro durou. Ao contrário do que parece, nunca fui namoradeira. Os dois primeiros foram da mesma pessoa. Como podem perceber, passei muito tempo terminando e reatando. Diversas vezes, passei meses e meses sem namorar, até anos (já fiquei mais de três anos sem namorar ninguém). Também já fiquei meses e meses sem nem beijar ou ser beijada.


São esses pequenos detalhes que me fazem feliz. : D

Se fosse eu

Se fosse eu, não faria as coisas que esse cara faz,
Andava na linha, te curtia mais,
A prioridade era só você.
Se fosse eu, faria questão de andar de mãos dadas,
Pra fazer inveja na rapaziada,
Me orgulhava tanto de te merecer.

Se fosse eu, minha alegria era te alegrar,
Não tinha tristeza nesse seu olhar,
Me virava em dois pra te fazer sorrir.
Se fosse eu, contava os segundos pro fim de semana,
Te levava numa balada bacana,
Pra ficar juntinhos pra se divertir. se fosse eu...

Pensa direito, respira fundo,
Vou fazer de você a mulher mais feliz do mundo.
Pensa direito, fica comigo,
Meu amor é muito grande pra ser só seu amigo.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Vergonhas

Hoje me perguntaram qual seria a minha maior vergonha... É claro que eu não revelei. Sei-a, obviamente. Talvez eu não deva me referia à ela como a minha maior vergonha, mas como o meu primeiro ato de libertação (recordei-me agora, segundo) e referência à qual, algumas pessoas usam, para me constranger.

Brincadeiras a parte, minha maçã me é motivo de grande orgulho, apesar dos engraçadinhos que fazem piadinhas pornográficas com a ideia do pecado, erroneamente ligada à representatividade atribuída a tão inocente fruta. A maçã é o simbolo da inteligência.

A minha maçã deveria ter caráter unívoco (aprendi essa palavra e achei tão legal, rs), está certo que o desenho é igual ao símbolo da Apple, tem um símbolo de on/off no centro. Como já disse, a maçã é o símbolo da inteligência. Incompleta, porque ninguém detém toda a inteligência  de fato... Sempre buscamos mais e mais. O botão ao centro porque eu gosto de me desligar de vez em quando e fazer algo não tão sábio ou inteligente...

Claro que me envergonho de muitas coisas que fiz, mas também me orgulho das mesmas. Ai, como sou contraditória!

Adoro toda essa ambiguidade...

Da sempre, exótica e imperfeita, Dan!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Um modão pra relaxar


Ipê Florido
Tião Carreiro e Pardinho


Quando há muitos anos fui aprisionado nesta cela fria
Do segundo andar da penitenciária, lá na rua eu via
Quando um jardineiro plantava um ipê e ao correr dos dias
Ele foi crescendo e ganhando vida enquanto eu sofria

Meu ipê florido
Junto a minha cela
Hoje tem a altura
De minha janela
Só uma diferença há entre nós agora
Aqui dentro as noites
Não tem mais aurora
Quanta claridade tem você lá fora

Vejo em seu tronco cipó parasita te abraçando forte
Enquanto te abraça suga a tua seiva te levando a morte
Assim foi comigo ela me abraçava depois me traía
Por isso a matei e agora só tenho sua companhia.

Gentileza

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta

Eu gosto da cor cinza, porque se você misturar todos os potinhos de tinta não vai ficar branco e sim cinza. Aquele saudoso dia chuvoso em que a gente se espreguiça, também é cinza. Quando a Morte fala de um dia perfeito, no livro A menina que roubava livros ela fala de um dia cinzento, mas mudemos de assunto, ainda não é hora de eu falar da minha paixão pela morte.

Apesar de gostar tanto de cinza,  essa música é triste e me passa uma angústia, uma tristeza que tem fundamento. Ando fazendo escolhas das quais sei me arrepender futuramente. Mas que nesse momento me fazem necessárias. Sabe quando você se cansa de apenas sentar e observar? Estou sentindo a vida em todos os seus aspectos, não que isso seja saudável ou o deixe de ser. Confesso, é bom, mas extremamente perigoso.

Não ando fazendo nada prejudicial a minha saúde  deixo claro. Apenas não ando me privando de risos, choros, conversas. Aqueles que me conhecem sabem que nunca fiz nada muito perigoso, por medo ou por algum problema de saúde, temporário ou não. Sabem que sou claustrofóbica, tenho síndrome do pânico, enxaqueca, gastrite, alergia a quase tudo, não deveria comer quase nada que não seja saudável, tenho hipercalcificação nos ossos e deveria evitar tudo o que contivesse cálcio  Meio difícil se alimentar assim, né? Piorou agora que descobri que tenho refluxo.

Enfim, mas essa música me deixa triste e angustiada por outros motivos. Sempre me senti solitária e por esse mesmo motivo me apego muito rapidamente às pessoas. Sempre esqueço uma paixão com outra paixão. Sinto saudade de acordar em um abraço diariamente (odeio dormir sozinha, já sabem), de dormir falando besteira, ou simplesmente ficar quietinha dentro dos braços de alguém em silêncio. Sinto falta dessas coisas bobas. Dos meus amigos brincando com o fato de eu estar, ainda, aprendendo a cozinhar. De tê-los sentados na cozinha esperando o meu pudim, ou rindo enquanto cozinhamos. Das saídas com as meninas quando voltávamos trêbadas para casa, em silêncio e dormíamos lembrando das bagunças. Ou quando acordávamos arrependidas dos sapatos, das roupas de ter ou não feito algo na noite anterior.

Sinto falta de ser a adolescente louca que fui; da menina tímida e magrela que não gostava de sair; da ingênua que queria ser freira; da secundarista meio nerd; da universitária assustada; da mulher mais moleca que tudo; da seriedade da professorinha tão jovem que queria revolucionar com suas aulas, metodologia e didática nada convencionais; da secretária com a vida toda organizada numa agenda. Enfim, sinto falta de mim mesma, somente uma coisa não mudou. Ainda sou a mesma garota interiorana, simplória que senta e ri com as besteiras do biso, leva bronca calada e ainda escuta os sermões do vô, prometendo sempre se comportar, com aquela cara de sapeca que todos sabem ser de algo extraordinariamente engraçado, divertido e potencialmente, uma travessura destinada à alguém muito distraído no momento (meu avô ainda se lembra do que aprontei na festa de 50 anos de casado com a vó... 'Temperei' o refrigerante do cunhado da minha prima, até hoje ele não aceita nada que eu ofereça...

Enfim, gentilezas saudosistas. Né, meu velhinho amado?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Princesa? Eu? Claro! Do tipo FIONA!



Finalmente a descrição de uma princesa não tão bobinha e romântica, mais realista, mais EU... Tão exótica e imperfeita quanto!

Conto de fadas que começa na balada
Historinha para maiores de uma princesa que tem pegada!
Sabe aquela princesinha antiga
Do tipo sempre passiva que acordava com um beijo?
Pois é os tempos mudaram bastante nada mais é como antes,
Ela é dona dos desejos.
Sabe aquela coisa de princesa que deixava o sapatinho
História de Cinderela?
Pois é hoje ela deixa o telefone, sorte do cara que saca
E lembra de ligar pra ela!
Vai pra balada...
Dirige o seu próprio carro...
Chega de madrugada...
É carinhosa, mas é mandona...
Branca de neve passou, e a Cinderela ficou,
Princesa agora é do tipo Fiona!
Minha princesa, bebe cerveja,
Sobe na mesa e pira o cabeção.
Cara metade, minha alma gêmea,
Eu sou cachaça ela é o meu limão
Minha princesa, bebe cerveja,
Sobe na mesa e pira o cabeção.
Cara metade, minha alma gêmea,
Eu sou cachaça, ela é o meu limão.
Pensa num bicho invocado,
Uma mulher de pegada, muito parceira de festa,
Minha princesa bandida...
O nosso conto de fada começa numa balada.
Foi Deus que pôs essa mulher na minha vida!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Lição número 13 - E o resto não me importa

O que eu quero é ser feliz! Àqueles que ousam falar, que ousem. 
Estou vivendo, trabalhando e me machucando e nem por isso ando triste...
Sou feliz apenas em saber que há algo maravilhoso para acontecer...
Só eu sei o que eu passo todos os dias desde o momento que acordo até a hora que me deito, então, porque vou me preocupar com o que o resto do mundo está pensando?
Já passei da fase de temer o que o povo tem a dizer, já fiquei quieta em casa, sem fazer nada, apenas dormindo e tinha gente falando que eu estava bêbada por ai, ficando com Deus e o mundo...

Então, que se dane todo mundo, eu quero mais é ser feliz!

Da exótica e sempre imperfeita, Dan!

Gauchescos

Textos de um amigo... Lindos:

"Não poderia decifrá-la em versos, tão pouco em acordes, 
Nem tentar desvenda-la em uma eternidade...
Quisera eu ser um escultor e criar tal perfeição para pôr em meu pedestal, 
Cansar meu olhar de tanto a observar....
Hááá....como é doce senti-la tão perto, 
Sinto-me entrelaçado a um lençol de seda, tão leve quanto o vento...
Mesmo vento que trás teu perfume e me fascina....
Teu olhar profundo invade minha alma de uma forma mágica, de pura sedução...
Imagino o calor do teu corpo me atravessando, me sugando...
Venha, tira-me o fôlego, tira-me as forças do corpo...
Se eu pudesse, tocar teus lábios com os meus, 
Outro beijo jamais iria querer sentir, tua forma de mulher, 
Na sua mais pura essência e ternura me enlouquece de prazer...
Venha enlouquecer comigo, perder a linha do tempo, 
Do espaço, fechar os olhos e viajar na imensidão do universo...
Pois ao teu lado sou fogo, sou água, sou tudo e o nada, 
Sou teu, és minha, em uma eterna sinfonia de sons, gemidos de prazer e amor no olhar."

"Querência amada, terra onde eu nasci, cresci e ainda vivo aqui, com orgulho desse meu rincão, que quando piazito descalço corria por esta chão, montava em meu cavalo, passava por esta imensa terra e a fazia estremecer, como o estrondo de um trovão.
Lembro do meu tempo de criança, montado no lombo de um cavalo, tocando o gado para o cercado e o berrante empunhado na mão, soprava fortemente e longo, ficava sem fôlego, mas dava muito orgulho ao meu velho paizão.
Com ele tudo aprendi, desde encilhar os cavalos, ate montar nos mais chucros e bravos, com certeza vários tombos eu caí e com orgulho de meu velho pai que hoje se foi, agradeço-lhe pelos ensinamentos.
E com o coração batendo fortemente em meu peito, digo-te sem rodeio, desta terra cuidarei, mesmo com o corpo cansado, mãos e pés calejados, jamais daqui sairei e quando eu também partirei, ao seu lado quero ficar, será sete palmos abaixo desta terra que meus filhos e teus netos hão de idolatrar."

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Desabafos de uma pós-adolescente

Bem, hoje acordei extremamente desanimada, cansada, chorosa. Quem me conhece, de fato, sabe que eu odeio mulheres histéricas e chorosas. Não ando numa fase muito legal da minha vida pessoal, a profissional vai bem, obrigada. Digo, nada mal para uma mulher de apenas 23 anos. Um emprego bacana (secretária de um centro universitário há aproximadamente dois anos) e legalmente, única proprietária de um instituto educacional há mais de um ano, sem contar uma quase mestranda em Letras com duas propostas de empregos para 2013, uma como professora de História em uma das poucas escolas que ainda não trabalhei na cidade e outra como professora em uma faculdade na cidade vizinha. Promissor.

Mas na vida pessoal, a mesma bagunça de sempre. Fazem aproximadamente dois meses conheci alguém. No sentido bíblico. E gostei. Não é segredo pra ninguém que o meu maior desejo é casar e ter filhos, e que eu raramente fico com alguém. No ano passado fiquei com duas pessoas, apenas. Meu ex-namorado e uma outra pessoa que na época achei interessante. Entrei em 2012 brigada com meu, então, namorado. Foi um relacionamento cheio de idas e vindas. 

Rogério, meu ex, é quase 11 anos mais velho que eu, separado e com dois filhos. A mais velha, oito anos mais nova que eu, mas se postas lado a lado, parecemos ter idade mais próximas. Convenhamos, sou magra demais e sou menos encorpada que as adolescentes de 13, 14 anos que vemos por ai. O filho caçula me odeia. Sempre fez questão de deixar isso bem claro. Assim que fui apresentada oficialmente para ele, fez questão de dizer que me odeia, com todas as letras e ainda por cima, me ameaçou, dizendo que se eu me casasse com o pai dele e tivesse filhos, ele mataria. Lindo, né? Tivemos muitos problemas. Primeiro, é difícil para uma garota de 21 anos administrar tudo isso. Depois, vieram as críticas por causa da diferença de idade. Houveram outros que me atormentaram por causa da aparência dele. Não vejo nada demais. Ele não é um homem bonito. Muito alto, cerca de 1,90 h e 120 kgs e velho, não é o que se espera para alguém da minha idade e constituição física.

Aparência nunca foi importante para mim. Nem vai ser. Tudo que eu quero na verdade é alguém para estar ao meu lado e me dar carinho. Eu sou extremamente carente. Durante todo o tempo em que estivemos juntos, passei por várias situações tensas. A primeira vez que nos separamos, ele começou a namorar outra mulher. No dia em que rompemos, ele começou a namorar com ela. Sou do tipo que se apega fácil. Gostava dele, ainda. Pouco mais de um mês depois, reatamos. Ficamos um bom tempo juntos dessa vez. Na véspera do natal, dia 23, para ser mais exata, fomos ao casamento de um colega de trabalho. Ele fez questão de me irritar. Depois de algumas horas de provocação eu queria ir embora e ele queria ficar. Levantei da mesa. Ia deixar ele na festa sozinho. Eu já havia avisado antes de sair de casa que iríamos apenas na cerimônia, que eu não ia ficar para a recepção e mesmo assim, ele insistiu que ficaria. Conversamos e ficamos mais um pouco. Foi quando ele fez a revelação que desencadearia o fim de um relacionamento já fadado ao fracasso. Depois de quase um ano juntos, apenas no casamento do Igor ele me contou que era casado no religioso e que, portanto, não poderíamos casar na Igreja, coisa que ele sabia ser o meu maior desejo, desde o início do nosso relacionamento.

Sabe quando você fica completamente sem reação? Então. Decidi ir embora, deixei ele em casa e fiquei pensando no meu presente de Natal. No dia seguinte, combinamos que eu ficaria um pouco na casa dele, depois de ter passado um tempo com a minha família. O trato seria ele me buscar às 02h da manhã, mas às 23h ele já me ligava e perturbava. Brigamos, fiquei com a minha família e ele com a dele. Ele viajaria no dia seguinte e só retornaria após o ano-novo. Ele ficaria de me avisar quando retornasse. A Dienni me avisou. Alguém já deve ter se perguntado o porquê de haver continuado com essa criatura. Paixão. No dia do casamento do meu tio caçula, veio o pedido oficial de namoro. Começamos, de novo, no sábado de carnaval. Daí vieram os planos de casamento e tudo. Uma semana antes da páscoa, uma ligação, muito choro e Meirinha passando muito mal antes da conversa. Quando ele foi me buscar no trabalho, ainda estava pálida e abatida. Mas já não chorava e já havia controlado o estomago. Terminamos. Ele afirmava não poder me dar o que eu mais queria: casamento. Ia me fazer sofrer e toda aquela baboseira. E que notícia recebo menos de seis meses depois do fim? Ele vai se casar. Me senti traída, não por ele se casar, mas pelo fato de que ele vai se casar. Entende? O que eu tenho de errado? Por que ele não estava pronto pra casar comigo mas está pronto pra casar com outra? Devo ter algo de muito errado. 

Quatro meses depois disso, conheci alguém a quem carinhosamente apelidei de 'minha lagarta'. Bem carinhoso, não? Algo a ver com Alice no país das maravilhas, onde ele era a Lagarta e eu a Alice. Peraí!!!! Mas a Alice persegue o coelho! É por isso que também não deu certo. Rs. Foi apenas uma pausa. Confesso ter me encantado com a minha lagarta. Extremamente carinhosa. Abraços deliciosos onde eu me perdia, pareciam atemporais. Nunca havia recebido abraços tão bons. Era delicioso receber carinho. Ficar horas e horas perdida em teus braços, roçando o meu rosto no seu e vice-versa, ficar olhando teus olhos no silencio. Foi uma lição de entrega gratuita. Sem esperar nada em troca. Dormir em teus braços, simplesmente dormir sem nada mais. Um beijo e um abraço. Foi bonito. E acabou. Como tudo um dia acaba. Era algo que tinha um tempo certo para acontecer, um início e, logicamente, um fim. Os dois carentes demais, não ia dar certo. Ia acabar açucarado demais e, por fim, azedar.

Umas duas semanas depois, conheci alguém, não me recordo como. Enfim, volto a falar da pessoa lá de cima, que conheci biblicamente. Diferente dos dois acima. Nem rústico, nem doce. Direto. A primeira vez que conversei com ele pessoalmente, ele me chamou de baixinha e tagarela. Lindo, né? Engraçado, diria. Determinado. Nem na aparência se assemelha ao meu ex ou a minha lagarta. Digo, alto como o meu ex, magro, mas não tanto quanto a lagarta. Descontraído, um pouco arrogante, muito bonito, apesar disso não me interessar. Se conhecessem meus ex, saberiam que tenho uma queda por homens feios e gordinhos, apesar de um ou outro magrela por ai. Nunca os musculosos e lindos. Não sei porque, mas ele me afeta de alguma forma. Não sei se gosto dele, mas posso afirmar que não desgosto.

Sexta, nos encontramos inesperadamente. Uma festa na cidade. Adoraria ter ficado com ele a noite toda. Mas sonsa como sou. Pode não parecer, mas sou tímida pra caramba e estava extremamente cansada. Houve um momento em que me sentei do lado de fora do ambiente, distraída que só vendo, olhava para fora, para a rua e nem vi que ele havia se sentado bem próximo a mim. Só percebi quando a esposa do meu primo me falou. Sonsa, sonsa, sonsa. Situação engraçada entre nós. Tive uma crise de riso sem explicação quando estava com ele. Claro que volta e meia vira motivo de piada. 

Gostaria de ter ficado com ele novamente. Um beijo sempre faz bem, apesar de me sentir mais baixinha do que sou quando estou ao lado dele. Me sinto tão pequena, miúda, ainda mais agora depois que uma crise alérgica, uma gripe e uma crise asmática me consumiram. Perco peso por toda e qualquer coisa e, na sexta, estava mais magra uns 05 kgs desde a última vez que o havia visto e ainda estava me sentindo feia pra caramba. Coloquei um jeans que agora me fica folgadíssimo, uma sapatilha para salientar o quanto sou baixinha e uma camiseta gola canoa jogada de lado e meus indomáveis cachos vermelhos soltos. Sem um pingo de maquiagem. Estava tão cansada, mas tão cansada, que mal dancei. Quando me empolguei um pouco, já era tarde e um moleque atrevido me mordeu o ombro quando me recusei a dançar com ele. Ai que nojo!!! Uma pessoa que eu nunca vi na minha vida me mordendo e salivando no meu ombro!!! Vim embora tomar um banho e dormir alguns minutos antes de ir trabalhar. 

Coisas estranhas acontecem comigo. Ficou só o desejo de mais uma vez estar nos braços do arrogante rapaz bonito que eu sonsamente não vi sentado ao meu lado. 

Da exótica e sempre imperfeita, Dan.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fragilidades

E quanto mais a gente tenta ser forte, mais frágeis nos tornamos.
Cada pedacinho interno se trinca e nem ao menos percebemos...
Só sentimos, de fato, quando não há mais como reparar rapidamente...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dezembro

Enfim, dezembro... E o que há de bom pra mim? NADA!
Hoje deveria ser um dia muito divertido pra mim. Afinal estava indo buscar meu primeiro carro, compro com meu próprio dinheiro. E o que acontece? Uma moto me acertou. E estragou o meu carrinho, fruto de tanto trabalho...
Fiz o que mais odeio: Chorei... Odeio mulher que chora por tudo... Mas uma claustrofóbica, portadora de síndrome do pânico pode fazer mais o que? Poderia nem gritar, pois desde quinta estou sem voz em decorrência de uma crise alérgica. Essas coisas só acontecem comigo... Enfim... Odeio Formosa, aora mais que nunca...

Affs

Exótica e sempre imperfeita:
Dan Leocádio

terça-feira, 27 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Eu mulher...

Sou o tipo de mulher carente que se entrega em cada beijo, se apaixona em cada abraço, que se doa em cada sorriso...
Sou o tipo de mulher carente que chora em cada despedida, que se recusa a desapegar, que se deprime em cada fim...
Sou o tipo de mulher carente que se reinventa a cada dia, reinventa o amor, as paixões e ri das desilusões...
Sou o tipo de mulher carente que apaga o número da agenda, guarda as lembranças na caixinha de memórias e a reabre quando se sente mais sozinha e carente que o imaginável.
Sou o tipo de mulher carente que se apaixona todos os dias, seja pela mesma pessoa, seja por pessoas diferentes...
Sou o tipo de mulher carente que não se priva de conhecer pessoas, independente de sexo, religião, cor, biotipo, opção sexual...
Sou o tipo de mulher carente que ainda sonha co o príncipe encantado, mesmo tendo vivido e acompanhado tantos desencantos...
Sou o tipo de mulher carente que ficaria feliz em encontrar seu sapo, mesmo que depois do beijo ele ainda continue verde e cheio de verrugas, afinal, todos somos imperfeitos...
Sou o tipo de mulher carente que ainda acredita no conceito de família... Pai, mãe, filhos e o respeito acima de tudo...
Sou o tipo de mulher carente que mesmo sendo tão carente, ainda consegue transmitir amor, carinho e afeto para todos os que me cercam...
Sou o tipo de mulher carente que necessita de um bom dia saudoso, uma boa tarde animado e um boa noite sonolento...
Sou o tipo de mulher carente que se contenta com o silencio do ser amado, pois quando se está junto a presença diz mais que qualquer palavra.
Sou o tipo de mulher carente que expressa tudo com seus olhos, até mesmo a sua carência...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre príncipes e sapos

Existem muitos sapos que parecem príncipes, e muitos príncipes que são sapos. 
A verdade é que, existem muito mais sapos do que príncipes e existem muitos sapos que não são tão sapos assim. Procuramos em todos os palácios, por um príncipe. Mas logo descobrimos que o príncipe coaxava, e era verde…Mas por outro lado, encontramos alguns sapos nas lagoas da vida, que vivem dentro da água, e da qual todos tem uma certa repugnância, que são na verdade príncipes disfarçados. 
Como saber!? Como não se enganar!?? 
Os falsos príncipes, jamais amam de verdade…Jamais se entregam, e sempre parecem esconder algo. Eles sempre se acham “os melhores”, “a última bolacha do pacote”, e se preocupam tanto com isso, que além de deixarem as princesas apaixonadas, ainda arrasam com os seus corações quando elas descobrem que na verdade eles são sapos… 
Os sapos que são príncipes, por outro lado, tentam ao máximo provar que são principes, mas nenhuma princesa acredita. Elas não conseguem entender como eles podem ser tão perfeitos, mas tão imperfeitos ao mesmo tempo, e por fim resolver esperar pelo verdadeiro príncipe que virá num cavalo branco. Esses sapos geralmente vivem triste, isolados, no fundo da lagoa, até que alguma princesa com o coração partido por ter sido enganada pelo seu “príncipe” vai chorar na beira da lagoa…e se depara com ele. Mas infelizmente, a maioria das princesas, após a decepção com o falso príncipe, se tornam também falsas princesas e após partir vários corações de príncipes verdadeiros e apaixonados, acabam sozinhas. 
Talvez os príncipes verdadeiros, que nem são sapos, nem são falsos príncipes existam…Mas encontra-los, é uma tarefa que requer muita sorte da princesa, sorte essa que apenas ocorre com princesas originalmente verdadeiras…que não sejam rãs. Quando um príncipe verdadeiro, encontra uma princesa verdadeira, td dá certo!!! Eles vivem um amor perfeito e terminam felizes para sempre vivendo num lindo palácio. Mas como essa história é um conto de fadas, é melhor falarmos do amor entre os sapos, e as rãs… 
As princesas verdadeiras disfarçadas de rãs, sonham com um príncipe, e vivem na lagoa na esperança de pular em algum que passar por lá. Elas sinceramente não imaginam que os sapos ao lado delas podem ser príncipes, e por essa razão, quase sempre esperam demais e acabam morrendo sozinhas afogadas no lago, na TPM…Infelizmente, elas não tem sorte, pq de tanto sonhar com o príncipe, e eles nunca aparecerem…preferem morrer a ficar com algum sapo das redondezas. 
É claro que existem princesas verdadeiras num corpo de rã, que são felizes por ser rãs…E após terem sido enganadas por alguns falsos príncipes, vivem bem a vida, felizes, e sem desanimar com os eventuais infortúnios. Para essas rãs, é mais fácil distinguir os sapos príncipes, e os príncipes sapos…portanto, quase sempre terminam mtooo bem, com várias pererecas filhas no fundo da lagoa e no fim da história. 
As rãs princesas que encontram os sapos príncipes, ficam tão felizes, mas taoooo felizes, que nem se preocupam em ser como são…Afinal, os sapos também amam… 
Bom…devemos concluir essa discussão que já deu no que tinha que dar. Os sapos príncipes existem e são tão difíceis de achar quanto os príncipes de verdade, portanto, se vc encontrar um sapo príncipe, jamais o deixe ir embora…pq vc terá uma incrível surpresa após o beijar… 
Os príncipes falsos (que são verdadeiros sapos), uma hora ou outra vão se afogar na própria lagoa, por uma princesa que descobriu que ele não era o que aparentava…Mais cedo ou mais tarde e com certeza vão sofrer e vão chorar, quando descobrirem que o amor não consiste em ter, mas em ser. 
Não desista, se vc não achou o seu príncipe…ele pode estar do seu lado…mas talvez vc não tenha reparado…pq ele tem a coloração verde, e vive com a pele molhada e coaxando! Mas não olhe pra isso…pq o coração dele pode ser muito mais vermelho que o coração de qualquer outro príncipe. 
Se vc achou só sapos na sua vida, que pareciam príncipes…também não desanime…pq vc ainda poderá achar um príncipe verdadeiro, se for uma princesa verdadeira, e não uma rã. Seja princesa, mesmo no corpo de uma rã…pq o que importa, não é o nosso exterior…mas tem mais valor o nosso interior! Seja uma rã assumida, que mais cedo ou mais tarde, vc não vai encontrar quem vc procura, mais vai ser encontrada pelo príncipe que a procura. 
Fique atenta, para não deixar o seu príncipe passar, mesmo que ele esteja fantasiado de sapo…. 
PRESTE ATENÇÃO NOS SAPOS DE HOJE: porque eles poderão ser os PRINCÍPES DE AMANHÃ

O caso da camisola

Bem, pessoal, voltei da minha viagem faz exatamente um mês, mas somente agora tive coragem para postar o fato mais  hilário de minhas férias. Adoro pijamas de algodão e micro-fibra e odeio camisolas. Começando a história. Passei uma semana na praia, pra matar a saudade e descansar de fato. Deixar as angústia de lado e me despedir da tudo o que me fez mal, para começar uma nova fase da vida. Enfim, quem me conhece, sabe o quanto sou exagerada, levei uma mala que poderia ficar o mês inteiro na Bahia sem preocupações com vestes. Levei um pijama e uma camisola (a única que tenho, diga-se de passagem).

Do sábado até a terça não tive nenhum problema no hotel. Bem tranquilo, próximo a praia, super agradável, nada a reclamar. Porém, na terça-feira, levantei, tomei banho e, inteligentemente, pendurei a camisola junto da toalha. Quando voltei pro hotel, cadê minha camisola? Ela havia ficado por baixo da toalha e a camareira simplesmente pegou de qualquer jeito e levou toalha, camisola para a lavanderia. Quem me conhece sabe como é a bendita camisola. Fui na recepção conversar com o gerente sobre o sumiço. Esperei a recepção ficar vazia para reclamar o sumiço. Quando o gerente pediu para descrever a camisola... Fiquei lembrando da Lu mandando eu criar vergonha na cara e comprar uma camisola decente e condizente com alguém da minha idade.

Imaginem a cena, eu tendo que descrever a minha camisola branca, de algodão, com estampa de bichinhos e barra de rendinha. Tenso. O pior foi que falei tão baixo que o gerente pediu para eu repetir a descrição. Quando repeti e ele entendeu, haviam chegado hóspedes para registro e escutaram a constrangedora descrição de uma camisola infantil, pertencente à uma moça de 22 anos, na ocasião. que fazer? a Pior parte não foi essa, mas sim o fato de ter que ir à recepção na terça, na quarta e na quinta, várias vezes, até conseguir reaver a camisola na sexta pela manhã.

Por que a camareira não levou o pijama? Ia ser bem mais tranquilo descrever um pijama azul escuro, com detalhes em renda vermelha no top. Mas tinha que ser a camisola. A bendita camisola estampada. Nunca vou esquecer essa história. Sempre tem alguma coisa marcante nas minhas viagens. Nessa, todos os funcionários do hotel ficaram sabendo do caso da camisola, que minha mãe gentilmente chama de "O golpe da lavanderia", como se eu fosse querer que alguém visse a minha camisola. rsrsrs.

Enfim, o retorno foi ótimo, fora o desaparecimento e o retorno da camisola, a viagem foi ótima. Fiquei com a pele um pouco avermelhada, apesar do excesso de protetor solar, mas nada demais. E essa foi mais uma desastrosa viagem da exótica, imperfeita e estabanada, Dan.

Ousadia Escorpiana

Eu sei que ando um pouco ousada...
Mas quem não é?
Se não conhece ninguém assim, vai uma dica:
Eu sou de escorpião!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um dia vou escrever um romance

Depois de muitos e muitos anos tendo experiencias falhas e conhecendo experiencias amorosas falhas de outras pessoas, decidi que vou escrever um romance... Mas nada tão água com açúcar como estamos acostumados (sinceramente, li um livro da saga Fallen e odiei, aquilo é surreal, doce demais, fofo demais, imaturo demais, nem ouso comentar nada sobre a saga Crepúsculo, vício de adolescentes desmioladas e inocentes demais).

Eu sei que sou um pouco cínica, cética, realista demais no que se refere às paixões, o que dificultaria a escrita desse gênero literário, mas, e daí, Shakespeare escreveu Romeu e Julieta e disse que era uma comédia e todo mundo acreditou, então porque eu não posso escrever um romance?

O meu romance vai contar a história de duas pessoas que se conheceram no momento errado, passaram por muitas dificuldades e nunca vão ter um final feliz juntas. O destino vai sempre conspirar contra eles. Vão se desencontrar e reencontrar inúmeras vezes, mas nunca serão um do outro. Algo como uma sombra, não podem se separar, estão sempre juntos, mas não podem se tocar. Ao menos não publicamente. É um toque que só os dois sentem, diferente, para eles pode ser quente, mas é algo idealizado. Não palpável. É como uma frase que escutei no primeiro dia da faculdade: As coisas só são as coisas no campo das ideias. Esse amor seria possível somente o mundo das ideias. 

Angustiante, mas lindo. O sonho real de qualquer mulher. Ter um homem que de fato te amo, apenas por você ser você e nada mais. Desesperador. Não poder ser do teu amor, por escolhas que fez e ele também não poder ser teu, embora ambos queiram. Conseguem imaginar? Pois bem, vou criar um novo blog apenas para escrever esse romance. A cada capítulo vou postar uma música para iniciá-lo. Ainda não defini o nome da história, nem o nome dos personagens. Mas garanto que será um romance bem a minha cara. Não tão doce, um pouco cínico, por vezes inocente. Criarei o blog e deixarei o link aqui, no meu face e no meu twitter para que vocês possam acompanhar essa história linda, envolvente e triste.

domingo, 18 de novembro de 2012

Bonzinhos

Pessoas boazinhas sempre se dão mal...
Tudo está sempre muito bom..
Tudo é muito morno...
Até o sexo...
Ouso dizer que pessoas boazinhas não tem orgasmos...
Cansada de ser boazinha...
Vamos afiar as garras...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

França










Lendo o blog mulherde30.com me deparei com essa sugestão de livro... Achei bem interessante...

Se alguém quiser me presentear com ele, agradeço.




Livro: 




As mulheres francesas não dormem sozinhas




Sinopse:




Não há como negar: as mulheres francesas têm algo especial. Além de bonitas e bem-vestidas, elas são inteligentes, charmosas e têm uma autoconfiança invejável. Mas o maior segredo das francesas é que elas sabem que atrair um homem - e manter acesa a chama da paixão - é simples e natural. Afinal, quem disse que isso precisa ser um privilégio só delas?Munida dos conselhos de sua chiquérrima avó francesa e das centenas de jovens francesas que entrevistou ao longo dos anos, Jamie Cat Callan escreveu um guia definitivo de dicas para descomplicar a arte da paquera e despertar a francesinha que existe dentro de cada mulher.De Brigitte Bardot a Amélie Poulain, as francesas vêm levando homens e mulheres à loucura. Enquanto eles ficam loucamente apaixonados, elas, loucas de inveja.




Crítica:





Amei o título do livro rs. Super perspicaz e feminino, além de pretensioso! É normal e de práxis que as francesas sejam conhecidas por sua sensualidade e elegância, já se falava de Coco Chanel nos primórdios da moda, lembram-se?


Apesar de sermos conhecidas, nós as brasileiras, como as mais bonitas do mundo, não podemos negar que as francesas esbanjam elegância e inteligência, mas isso é um dos vários itens que o livro "Mulheres francesas não dormem sozinhas", de Jamie Cat Callan, aborda.


De acordo com os conselhos de sua chiquérrima avó francesa e das centenas de jovens francesas que entrevistou ao longo dos anos, Jamie Cat Callan escreveu um guia definitivo de dicas para descomplicar a arte da paquera e despertar a francesinha que existe dentro de cada mulher e você NÃO precisa ser francesa, sentiu o glamour?


A verdade é que todo livro que esbanja sensualidade e toda ajuda para beneficiar o nosso ego é bem vinda, e eu recomendo!

Meu bom-humor


Estou alegremente entediada... Claro que essa definição inexiste e é irônica...
TPM horrenda, cólicas e tudo o mais que uma mulher possa ter direito, desde as maravilhosas espinhas (affs) à dor no corpo, tida por muitos como frescura...

Estou tão feliz que já cantei Reza, da Rita Lee (faziam anos que não cantava nada dela) e agora posto uma linda música da mesma para você se sentir tão bem quanto eu... #Estressada!!!!

Tudo Vira Bosta
Rita Lee

O ovo frito, o caviar e o cozido
A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta...

O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta...

(Refrão)
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...

Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão'
Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
MEU SALÁRIO E O MEU TESÃO
Tudo vira bosta...

O pão-de-ló, brevidade da vovó
O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha Eguinha Pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta...

(Refrão 2x)
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...

A rabada, o tutu, o frango assado
O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado'
Tudo vira bosta...

(Refrão 2x)
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...

Tudo vira bosta...(5x)

Que dia Lindooooo!!!
E viva as ironias!!! 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Filhos...

Poema Enjoadinho
Vinícius de Moraes

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão. 
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Creio que não seja segredo para ninguém, a louca vontade que tenho de ter filhos...
Porém, acredito que nem todos os saibam que tenho pavor à ideia de engravidar... Não por vaidade, como alguns pensam a princípio... Tenho medo das transformações, de não aguentar, da dor, do parto, de morrer, de não suportar o peso que é engravidar, de tudo o que isso implica emocionalmente, de não conseguir manter a gravidez...

Creio que a pior coisa que possa acontecer para uma mãe, seja perder o seu filho, nascido ou não... Embora muitos não creiam que mulheres cujos filhos não sobreviveram a gestação possam ser consideradas mães, a partir do momento que aquele serzinho foi gerado dentro dela, ela já se sente mãe. Ela pode não ter filhos vivos, mas ela, em algum momento, sentiu toda a emoção que essa pequena palavra evoca...

A expectativa em torno da confirmação de que há um bebê a caminho é inexplicável embora eu não tenha filhos, nem nunca tenha sido gestante, tenho muitas primas que passaram pela experiência... É curioso como parece que a família inteira gesta o bebê...

Todas as vezes em que alguém dá a notícia que espera um bebê, fico meio tristinha, tamanho é o meu desejo por filhos, mas fico imensamente feliz com a chegada de mais um sobrinho torto... Adoro a sensação de ter um bebê no colo, tao frágil, tão gostoso, tão quietinho... Dá vontade de não largar mais...

Um dia terei o prazer de ter um meu nos braços, embalar pra dormir, amamentar, acordar de madrugada...

Desculpem o desabafo, deve ser a crise dos meus quase 30 anos...

Da exótica e imperfeita,

Dan.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pessoas

Com certas pessoas, percebemos que o beijo é qualidade e não quantidade;
O abraço é uma necessidade...
E o sexo, uma consequência...
Carinho nunca é demais...
E, no silencio, a gente escuta o outro...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tranquilidade

Há tempos não me sentia tão bem...
Sorriso leve...
Tem momentos indescritíveis em nossas vidas, os quais podemos apenas afirmar serem maravilhosos...

Os olhos brilham
O coração acelera
A voz abranda
As mãos gelam
O sorriso fica bobo
Tudo passa a ter mais cor
Os cheiros, ah, como são deliciosos


Rs, sem mais comentários...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lição número 12 - Viva sem medo de ser feliz!

Não preciso dizer mais nada, né?

Férias!!!

E não é somente do meu trabalho que tiro férias... Estou tirando férias de mim mesma...
Feliz, feliz... Apago problemas que pensei ter um dia e me despeço de toda a sujeira que impregnada em mim estava... Aos amores e amantes, meu adeus... Foi bom tê-los por perto, mas, finalmente vou cuidar de mim... Eu mereço!

Àqueles que um dia tanto amei, resignem-se! Fazem parte do meu passado... E o futuro? Ah, o futuro a mim pertence!

Planos? Claro que tenho... Já não quero mais os planos infundados, sem propósito, sem destino...
Nos próximos anos me dedicarei a me conhecer... Namorar, noivar, casar, ter filhos, como qualquer jovem normal planejaria... Tentarei controlar meu temperamento controlador, obsessivo, e por vezes, perfeccionista, independente...

Aqui despeço-me da Alice, de lagartas, coelhos, borboletas e de toda a loucura que a cerca... Aqui abro caminhos para mim...

Que venham novos romances, novos amores e novos amantes...

E viva a vida!!!

O mundo sempre conspira a meu favor!!! Não mais apenas o mundo, mas, sim:

"O Universo conspira a meu favor!"

Sucesso hoje e sempre!

Da exótica e imperfeita, Dan!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sonho de uma Alice

Como uma raruxa, amo a música Sonho de uma flauta...
Como sou apaixonada por Alice no país das maravilhas, decidi escrever o meu sonho, não em forma de música, como fez o Teatro Mágico, como dá para perceber em textos anteriores, me tenho como uma Alice...

Sonho de uma Alice

Não sou uma Alice convencional. De fato, ainda não sei quem sou eu e a cada vez que me encontrava com a minha lagarta, me questionava mais e mais sobre quem sou eu. Ao contrário daquela Alice que enfrenta tudo pra ir atrás do coelho branco, eu parei para observar a lagarta. Não apenas conversei alguns momentos com a lagarta. Observei a lagarta por horas e horas, quis conhecê-la e acabei me apaixonando.
Conversei com a Lagarta horas e horas, abracei-a, beijei, dormi em seus braços, idealizei-a. 
Vi minha lagarta (sim, eu me apropriei dela) se transformando em borboleta... Presa em seu casulo, aos poucos foi se libertando... E eu a deixei ir, voando, voando... É isso o que fazem as pessoas apaixonadas... Deixam suas lagartas livres para pousarem no jardim que elas quiserem...
Sentada, adormeci... Ao despertar, percebi que se tratava de apenas mais um sonho louco de Alice... Tão real quanto o País das Maravilhas inteiro...
Creio sonhar ainda mais...
Mais uma vez, me faço Alice.

domingo, 23 de setembro de 2012

Para a minha lagarta

Já te disse muitas e muitas vezes o quanto você me faz bem;
Como gosto de estar nos teus abraços;
Que eu sou apaixonada por ti;
Que fico feliz apenas com teu bom dia;

Não te disse o quanto foi difícil esperar mais uma semana;
Não como as outras, essa em especial foi mais tensa;
Confesso não ter pensado muito nas situações que te envolviam
e a mim também, pensei tantas outras coisas

Tentei dar um espaço para ti, mas creio tê-lo invadido vezes e vezes
Apesar de conversar contigo diariamente
Senti uma saudade horrendo, o difícil é admitir
Tantas e tantas vezes quis ligar ou mandar um sms

Minha lagarta... Não mais uma lagarta, devo admitir
Hoje, vejo uma borboleta, tão linda
Voando, voando, alto, livre... Não apenas uma borboleta...
Não mais a minha lagarta...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Desejos

Ainda estamos em setembro e eu já estou pensando no meu aniversário, afinal, completarei 23 anos de idade... Hora de crescer...

No ano passado pedi para a mamãe um monte de inutilidades e as ganhei... Esse ano quero coisas diferentes...

Segue a minha lista:

01. Livro 'O lobo da Estepe' - Hermann Hesse
02. Entrada para Raros - O Teatro Mágico
03. O Segundo Ato - O Teatro Mágico
04. A Sociedade do Espetáculo - O Teatro Mágico
05. Eu sou pedreiro - Pedra Letícia
06. Simples como amar - Garry Marshal
07. Úrsula - Maria Firmina dos Reis

Basicamente músicas, livros e filmes... Me darei todos de presente... Esse ano quero passar um aniversário mais tranquilo, perto de todos os que amo (vale lembrar que alguns anos atrás, ao completar 20 anos, me dei tantos presentes, que passei quase três meses comemorando meu aniversário)... rsrs...

Acho que dei uma de Chapeleiro Louco e Lebre Maluca, comemorando aniversários e desaniversários...

Da sempre, exótica, imperfeita e feliz...

Dan... 8D

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

E pra encerrar a noite...


Nosso Pequeno Castelo
O Teatro Mágico


Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você (2x)

Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer

Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz

Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você (2x)

Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer

Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beija
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz

No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer? (4x)
Acontecerá

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Lição número 11 - Não tenha medo

A maior decepção que podemos dar a nós mesmos é o medo...
Medo de tentar, medo de ser feliz, medo de aprender...
Confesso que tenho muitos medos...
Alguns sem lógica...
Outros nem tanto...
Mas, o que realmente importa, é que não tenho medo de viver...
De abraçar a vida...
De rir...
De chorar...
De simplesmente viajar...
De sair sem rumo...
De viver sem planos...
Falta me livrar de muitos medos ainda...
Mas isso vem com o tempo
Com a idade, com a maturidade...

Da imperfeita menina exótica que está a crescer e feliz em perceber que está amadurecendo um pouco mais a cada dia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Príncipes e Princesas

Assim que entrei no meu perfil do facebook hoje, vi que a Dienni, minha amiga de muitos e muitos anos (já comentei sobre ela e a nossa amizade aqui no blog), havia postado um texto lindo, o qual publico agora e faço uma pequena continuação... Segue:

"Quando eu tiver uma filha, vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros e contos de fadas.O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até mesmo um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas ou roupas de gala pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoá-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil,mas não é IMPOSSÍVEL!
E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe de PAI."

Continuaria assim:

Quando eu tiver uma filha, vou ensinar a ela que não existem princesas como nos contos de fadas, que as princesas são imperfeitas, que as princesas podem ser o que elas quiserem, que podem fazer o que quiserem. As princesas podem e devem ser independentes, correr atrás do que ela quiser, mas que ao mesmo tempo, ela tem que ter maleabilidade, tem que ser sensível, ela tem que saber quem ela é, ou ao menos tentar descobrir. Vou ensiná-la que não há diferenças entre brincadeiras de meninos e de meninas, não há distinção de cores, nem de pessoas. Que se ela quer algo, ela pode ter ou ser, desde que ela se responsabilize pelos seus atos. Vou ensinar a minha filha que ela tem uma mãe que a ama e que a respeita e que ela deve respeito não só a essa futura mãe dela, mas a todo mundo, principalmente a ela mesma. Que é respeitando a si mesma que ela vai respeitar aos outros. Vou ensinar a minha filha a ter limites, que não é não e que elas são imprescindíveis para fazê-la uma pessoa correta. Vou ensinar a minha filha que não há nada mais sincero que um sorriso de prazer e a simplicidade de sermos apenas quem somos. Vou ensinar a minha filha que eu aprendo mais com ela do que ela comigo, que para aprender a amar, primeiro nos doamos e que a maior prova que uma mãe pode dar de amor, é a renuncia de tudo para poder ensinar aos seus filhos o que é certo e o que não é.

Daqui alguns anos, quando eu tiver uma filha, vou mostrar esse texto a ela e ela vai me perguntar se ainda penso da mesma forma. 

Daqui alguns anos, quando eu tiver uma filha e ela me questionar, eu poderei responder.

Da sempre,

Exótica e imperfeita, Dan.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

...e o mundo é perfeito!

Gosto muito de O teatro mágico, e preparando uma aula sobre ludicidade e o uso dos recursos audiovisuais, resolvi usar a música Sonho de uma flauta.

Sabe quando você quer criar um ambiente agradável, aconchegante para poder trabalhar com assuntos mais complexos? Qual professor gostaria de participar de um mini-curso com 04 horas de duração, três professoras com cara de adolescentes falando sobre assuntos complexos? 

Adriana, a mais velha de nós, vai trabalhar a pedagogia empreendedora. Conceitos, campos e aplicação.
Eu, como disse anteriormente, vou trabalhar o lúdico e o audiovisual, conceitos e aplicações, utilizando recursos audíveis, visíveis, análise imagética, plano de aula, avaliação, enfim, algo entre a didática e a metodologia do ensino.
Diennifer, a caçula, vai trabalhar com as novas tecnologias e com a motivação do professor.

Enfim, esperamos de tudo dê certo.

Sonho de uma flauta



Sonho De Uma Flauta
O Teatro Mágico


Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Hum... E o mundo é perfeito
Hum... E o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem sede que morre no seio
Tem nora que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
E o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lição número 10 - Saiba pedir perdão

Não precisa dizer muito, né?

Você faz o que não devia...

Primeiro, reconheça o erro...

Depois, peça perdão...

Mas seja sincero...

Caso contrário, não tem validade...

Então, novamente, perdoe-me...

Da sempre, exótica e imperfeita... :-(

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cantar

Fazia tanto tempo que não cantava pela simples vontade de cantar, que até estranho...

Agora a pouco, terminava de elaborar uns planos de aula para poder almoçar e me recordei de uma música antiga que cantava na Igreja... Gosto tanto dela, o nome é Crucifixo... Uma música linda... De repente me vi cantando... Tão bom... Preciso cantar mais vezes, algo que realmente gosto de fazer, mas apenas para mim mesma...

Segue a música:

Crucifixo

Sai a procurar. Alguém, algum lugar.
Onde eu pudesse ter razão para viver
Eu não podia mais continuar assim
Vivendo sem saber o que fazer de mim
A minha solidão não suportava mais,
Nem mesmo uma canção, me devolvia a paz
Eu me desiludi, pensei em desistir,
Nenhuma esperança eu tinha
No quarto então fiquei, (lá, lá, lá)
Chorando sem saber,
O amanhã que eu tinha para viver
Mas de repente na parede eu vi. (lá, lá, lá)
Você abrindo os braços para mim
E alguma coisa em seu olhar.
Mudou tudo dentro de mim
E uma alegria veio então (lá, lá, lá)
Encher de paz todo meu coração. (lá, lá, lá)
Me dando um motivo, uma razão
Pra nunca mais ficar assim

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lição número 09 - A simplicidade é essencial...

"O essencial é invisível aos olhos...", mas não ao coração...

Acreditei que essa frase seria perfeita para começar essa postagem de hoje... Voltando às lições, resolvi escrever sobre a simplicidade... Pode não parecer, mas busco sempre ser simples, não há característica mais agradável e admirável nas pessoas... Confesso nem sempre ser fácil... 

Me recordei de meus votos franciscanos, fiz aos 15 anos e deveria ter renovado aos 20... Confesso ter quebrado todos... Mas me marcaram... Se você não sabe quais são os votos... Eles são três (por isso o Tau franciscano tem três nós... O Tau representa na horizontal, as coisas de Deus, e na vertical, as coisas do homem... Significa que estão interligadas... O homem não vive sem um deus e deus não existe sem os homens)... São eles: Castidade (a capacidade de se manter puro até encontrar o seu companheiro de vida); a pobreza/humildade (nunca esquecer quem você é - "Vieste do pó e ao pó retornarás!" -, somos todos iguais...) e Obediência (respeitarás a tua fé e manter-se-á firme na mesma)... Dentro eles, busco seguir fielmente o da humildade (pobre sempre fui, rs)... 

Associo a humildade à simplicidade, creio um não existir sem o outro... Trabalho duramente em mim mesma, para ser simples... Até em minha fala... Busco usar palavras curtas, simples e claras, sempre... Embora nem sempre o consiga... Em mim, a simplicidade se manifesta em meus atos e no que eu sou...

Daí chegamos a questão: O que eu sou? Primeiramente, eu sou uma garota de 22 anos que não gosta de ser tida como normal, comum... Com múltiplas identidades, como não poderia deixar de ser... Sou, por vezes, uma moleca que brinca demais, ri demais, intensa demais, louca demais, vive demais e, obviamente, se machuca demais... Por vezes, uma mulher madura, decidida, segura, firme, que sabe o que quer e vai atrás, impaciente, determinada...

Vovó ensinou não somente a mim, mas a todos os netos, a simplicidade de retribuir o carinho que recebemos, a simplicidade de se apaixonar verdadeiramente, a simplicidade de amar sem limites... A simplicidade de receber a quem admiramos em nosso ambiente sagrado, nossa casa...

Vovó me ensinou a deixar as pessoas confortáveis apresentando a elas o que somos... A levá-las a comer no coração da nossa casa... A levar nossos amigos para a cozinha, nem que seja apenas para conversar... Talvez seja algo dos interioranos, dos goianos, mas, nós, os Leocádio, nos orgulhamos disso...

Falando em casa, creio que a minha possa exemplificar bem a questão da simplicidade que vovó falou... A nossa casa não sei bem como explicar... Talvez ela seja como eu, não está de todo pronta... Faltam detalhes, como pintura, forro, acabamentos... Em mim faltam detalhes... Maturidade, crescimento e simplicidade/humildade... 

Por vezes sou arrogante, chata, enjoativa... Perco a minha essência... Como já disse antes, me falta foco...

Continuemos nossa caminhada em busca de algo tão complexo e tão essencial: a simplicidade de ser exatamente o que somos...

Da sempre exótica e imperfeita... Dan...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Le Petit Prince

"Mais les yeux sont aveugles. Il faut chercher avec le cœur." 


"Mais, si tu m'apprivoises, nous aurons besoin l'un de l'autre. Tu seras pour moi unique au monde. Je serai pour toi unique au monde..."


"Voici mon secret. Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le cœur. L'essentiel est invisible pour les yeux." 

"Si quelqu'un aime une fleur qui n'existe qu'à un exemplaire dans les millions et les millions d'étoiles, ça suffit pour qu'il soit heureux quand il les regarde."


"Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé."



"On risque de pleurer un peu si l'on s'est laissé apprivoiser..."

A Lua

Bem, ontem a noite, quando voltava para casa, vi a Lua e ela estava tão linda... Não sei o porquê, me recordei dessa música...


O Bêbado e A Equilibrista
Elis Regina


Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Insanidades

Acordei por volta de 03:30, abri o blog e decidi escrever algo... Já são 04:40, e não sei ainda o que escrever... Me passaram umas 10 músicas pela cabeça, como Cuitelinho e algumas da Adriana Calcanhoto... Mas, música, hoje não... 
A única coisa que havia decidido é que utilizaria essa imagem acima... Um tédio tão fofo... 
Estou a mais de uma hora acordada (tinha tempo que isso não acontecia) e estou quase como a mocinha aí... Entediada... 
Acordei e fiquei me recordando de alguns sábados... Dois em específico...
Momentos muito bons... Se pudesse, reviveria todos os dias... Apenas recordar não é o bastante...
Daí a bonequinha perde a cara de tédio e ganha uma aparência saudosa... Indignada pelas semanas serem tão longas e os fins de semana, tão curtos... Me sinto assim agora...
05:00h e eu ainda não terminei de escrever minhas insanidades que eu nem sei quais são... 
Acho que sou uma pessoa enrolada... Demoro a fazer as coisas...
Preciso fazer tantas ainda... Preciso me organizar primeiro... Tipo aquela loucura: Se você quer revolucionar o mundo comece por você mesmo!... Vou me tornar uma pessoa organizada... Começando pelo meu quarto!
Gzuiz! Que bagunça! Vou explicar um pouco da loucura:
Não sou uma pessoa organizada... Visto 10mil roupas antes de decidir com a qual sair ou às vezes sei exatamente o que usar um mês antes do 'evento'. Normalmente experimento a roupa e jogo em cima da cama... Imagine se (quase diariamente faço isso) experimento umas 05 peças diferentes... No fim da semana vai ter uma pilha gigante no meu recanto sagrado de repouso noturno... Nossa! Que frase linda! (Me falta foco, também)... 
Eu gosto de ser diferente, estranha... Só assim posso ser eu mesma, apesar de que, no fundo, no fundo, nem eu mesma o saiba... Mutações constantes (finalmente entendi a das borboletas, Afonso)... às vezes sou mal educada, carinhosa, fria, carente, grudenta, menina, mulher... Gosto dessa coisa de múltipla em suas singularidades... Colocação absurda essa, se você não me conhece... 
Enfim, o fato é que estou louca para chegar logo sexta-feira... Por motivos que deixei claro algumas linhas acima... Agora estou pensando em músicas da Marisa Monte... rs
Já que estou falando de músicas, meus gostos musicais... Gosto muito de sertanejo, apesar de ter um certo preconceito quando eu era mais nova... Aos 12 anos de idade, achava insuportável escutar qualquer coisa que tivesse uma viola no meio e todo aquele sentimentalismo água com açúcar... Mas eu não era muito normal aos 12 anos, nem aos 13, 14, 15, 16 e por aí vai... Só para você entender...
Entre os 12 e os 19, 20 anos, eu quis ser tanta coisa... Quis ser freira (mamãe não deixou eu ir pro convento); quis me converter ao Islamismo - nem preciso comentar, né?; quis raspar a cabeça toda (só pq eu achava legal; entrei em desespero alguns anos depois quando meu neurologista disse que eu teria que raspar tudo para fazer uma cirurgia... Foi um alívio quando ele disse que a cicatriz que adquiri ao nascer, é apenas superficial e nada tem a ver com as minhas crises se enxaqueca e de labirintite); Tentei ser uma nacionalista igual ao Policarpo (li o livro O triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto... Louca como sou, passei a consumir apenas produtos nacionais, como o personagem e ao invés de Tupi, tentei aprender latim... Ah, e parei de comer azeitonas - como o personagem-, tinha 13 anos nessa época)... Comecei a estudar sobre os vegans e tentei me tornar uma (depois de tantas loucuras, não seria novidade); Já era magrinha, virei um palitinho, resumindo, voltei a comer carne, mas até hoje me sinto desconfortável quando tenho que ir em açougues e não gosto muito de prepará-la para as refeições... Mais ou menos nessa época, desisti de ter filhos e de casar e queria apenas me dedicar à uma futura carreira... Foi quando decidi fazer história (com 13 anos mal completos), bem, ao menos isso deu certo... Em dezembro fazem dois anos que concluí o curso... Comecei a namorar pouco depois, ninguém aprovava e, como uma boa escorpiana, continuei o namoro por dois anos e meio só para pirraçar todo mundo... Resultado: Não deu certo! Nunca fui muito boa nas escolhas de namorados... Assim que o relacionamento terminou, fiz as pazes com a Igreja e entrei no JC... Já tinha feito o FJC (Formação de Jovens de Cristo, em 2004, uma semana depois de completar 15 anos)... No encontro eu fiz votos franciscanos (Castidade, Pobreza - Humildade, Obediencia)... 
Foram experiencias loucas... Existem muitas outras insanidades, as quais não me recordo, mas que em algum outro momento me lembrarei e postarei... Fato...
Enfim, vou ler alguma coisa, provavelmente estudar para a prova do mestrado que ainda não sei quando vai ser... 

Bom dia!
Sempre, exótica e imperfeita...

Amém


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Simplicidade

O que é simplicidade?
Respondendo singelamente:
Um sorriso bobo
Um abraço apertado
Um carinho no rosto
Acordar com quem a gente gosta
Sonhar
Beijinho de gato
Enfim, apreciar cada um desses pequenos momentos...
Interpretando-os como os melhores...

domingo, 2 de setembro de 2012

Um dia de domingo

Como um domingo pode ser tão desastroso???

Acordei cedo
Esqueci que estava de pijama e só percebi na padaria
A tia não teve alta
Mamãe vai dormir no hospital
Um infeliz ultrapassa em faixa continua e bate no carro que estou dirigindo
Quase morri com o susto (exagero meu, nem sofri nada nem o carro, apesar de ter ficado tremendo muito)
Estava o drama em pessoa...
Cheguei em casa para fazer o almoço para o vô
Esqueci de comprar as verduras e legumes da salada
Sentei no sofá e dormi
O dia melhorou
Esqueci os problemas
Almocei
Cheguei em casa
E estou aqui...
Que loucura!!! E são apenas 14h...
Nossa! Que venha o feriado!!!

Lição número 08 - Carpe Diem

Voltando às lições (faltam 13 para terminar, né Karol?)... Viver o momento... Creio que não haja nada melhor que aproveitar cada pequeno momento, por mais insignificante que possa parecer...
Parar e apenas sentir aquele abraço que esperamos por tanto tempo... 
Apenas olhar nos olhos de uma pessoa...
Ficar quietinha fitando o nada...
Escutar uma música que gosta...
Deitar na cama...
Enfim, faça cada pequeno momento ser inesquecível...
Carpe Diem!

sábado, 1 de setembro de 2012

Da insegurança

Dormi e tive sonhos
De meus sonhos nasceram medos
Meus medos, infundados, talvez
Perversos e sinceros
Medo de despertar
Perceber que não eram simples sonhos

Tenho uma lagarta que não é minha
Vi-a enclausurada em seu casulo
Metamorfose
A vi sair perfeita em sua mutação
Vi-a voar
Fiquei

Meus pés plantados no chão
Suas asas levando-a para longe
Sentei
Chorei
Morreu um pedaço de mim

Uma Alice sem motivos
Esqueceu-se do coelho
Apaixonou-se pela Lagarta
Viu-a e cresceu
De menina, agora é mulher

Adormecida, conheceu-a
Sonhou-a, sentiu-a
Do seu jeito louco
Vivo, intenso, simples
Quer que a Lagarta seja feliz

Se for para o bem da Lagarta
Ela é livre
Mas a Alice anseia
Seu retorno agraciado
Ao seu insólito abraço

Ao despertar de insano sonho
Abrir seus olhos
Alice espera
Deparar com sua Lagarta
No aconchego de seus braços